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Patrocínio de casa de apostas representa uma parcela importante das receitas comerciais do Rubro-Negro, que já convive com uma dívida superior a R$ 335 milhões

O Esporte Clube Vitória pode sofrer um forte impacto financeiro caso a proibição das casas de apostas no Brasil resulte no encerramento dos contratos de patrocínio com as chamadas bets.

Segundo levantamento publicado neste sábado (26), o patrocínio máster do Vitória ligado a uma empresa de apostas representa R$ 20 milhões por ano para o clube. O Rubro-Negro aparece entre as equipes da Série A que possuem contratos dessa natureza.

A eventual perda desse valor acontece justamente em um momento delicado das finanças do clube. Em setembro, o presidente Fábio Mota revelou que o Vitória tinha uma dívida total de R$ 335,6 milhões, segundo o balanço de junho de 2026.

R$ 20 milhões fazem diferença

O valor do patrocínio da bet corresponde a uma parcela relevante do orçamento comercial do Vitória. Para 2026, o clube havia projetado arrecadar R$ 45 milhões com patrocínios, segundo o orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo.

Ou seja, tomando como referência esses números, os R$ 20 milhões do patrocínio máster representam aproximadamente 44% de toda a receita de patrocínios projetada pelo clube para 2026.

A saída desse dinheiro obrigaria o Vitória a buscar rapidamente um novo patrocinador para ocupar o espaço deixado na camisa.

Clube já enfrenta pressão financeira

O impacto potencial ganha ainda mais peso diante da situação financeira revelada pela própria diretoria.

Fábio Mota afirmou em setembro que o Vitória terminou 2025 com resultado negativo de aproximadamente R$ 25 milhões e que o clube começava 2026 diante de uma situação financeira apertada.

A dívida de R$ 335,6 milhões inclui principalmente débitos tributários e trabalhistas, de acordo com os números apresentados pelo presidente.

Nesse cenário, a perda de um contrato de R$ 20 milhões anuais não seria apenas uma redução de receita comercial. Seria também a necessidade de encontrar uma nova fonte de recursos para manter o planejamento financeiro e esportivo.

Patrocínio virou peça importante

O Vitória anunciou novos acordos comerciais em julho, incluindo contratos com BaladaAPP e Supermercados BH, além da renovação com a Ambev. Na ocasião, a própria diretoria destacou a necessidade de ampliar as receitas e manter a estrutura do elenco.

Com a possível saída das bets, o desafio passa a ser encontrar empresas dispostas a ocupar os espaços comerciais que atualmente movimentam valores elevados no futebol brasileiro.

A questão também atinge diretamente o planejamento esportivo. O orçamento do Vitória para 2026 previa R$ 35 milhões em receitas com negociação de jogadores e R$ 37 milhões provenientes do programa de sócios, além dos R$ 45 milhões estimados em patrocínios.

Assim, caso os R$ 20 milhões do patrocínio máster deixem de entrar, o Vitória terá de compensar essa diferença por meio de novos contratos comerciais ou pelo aumento de outras fontes de receita.

Para um clube que já enfrenta uma dívida superior a R$ 335 milhões, a possível perda do patrocínio das bets coloca mais uma pressão sobre os cofres do Rubro-Negro.

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