Viagem de Flávio Bolsonaro ocorre semanas após visita de Lula aos EUA e é tratada por assessores como movimento estratégico para as eleições presidenciais.
Por LÉO DE TOPÓ
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embarcou neste domingo (24) rumo aos Estados Unidos. O parlamentar cumprirá uma agenda estratégica em Washington, que inclui uma reunião oficial com o presidente americano Donald Trump na Casa Branca, agendada para a próxima terça-feira (26).
A viagem ocorre em resposta a um convite oficial feito pelo governo norte-americano, segundo informações inicialmente divulgadas pelo SBT e confirmadas pela assessoria do senador. A comitiva brasileira trata o encontro como “confirmado” e projeta uma dinâmica de “bate e volta”, com retorno rápido ao Brasil após os compromissos na capital estadunidense.
Fortalecimento de imagem e aceno aos conservadores
De acordo com interlocutores e assessores próximos a Flávio Bolsonaro, a agenda nos EUA é vista como um passo fundamental para a articulação de sua pré-candidatura ao Planalto em 2026. Os principais objetivos da viagem são:
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Projeção Internacional: Consolidar o nome do senador como uma liderança da direita sul-americana perante parceiros globais.
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Diálogo com o Eleitorado Conservador: Fortalecer os laços com a base aliada no Brasil, que vê na proximidade com a administração Trump um forte ativo político.
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Contraponto ao Governo Federal: Estabelecer uma agenda paralela de diplomacia partidária poucas semanas após a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington.
O encontro é considerado estratégico para consolidar a imagem do senador no cenário externo e ampliar seu alcance junto aos eleitores de direita no Brasil, marcando uma posição clara de oposição à atual gestão federal, informou a equipe de comunicação do parlamentar.
Repercussão
O movimento do pré-candidato do Partido Liberal (PL) já gera ampla repercussão na imprensa brasileira e nos bastidores do Congresso Nacional. Analistas políticos apontam que a audiência na Casa Branca sinaliza o interesse de Washington em manter canais abertos e fortes com a oposição brasileira, redesenhando o tabuleiro político para a corrida presidencial deste ano.
