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Bahia já perdeu R$ 40 milhões por ano com saída de bet e agora fica sem esse mercado de patrocínio

O Bahia já vinha sentindo no bolso a retração do mercado de apostas esportivas antes mesmo das novas restrições anunciadas para o setor. O clube perdeu, em janeiro de 2026, um contrato de patrocínio máster com a Viva Sorte Bet que previa investimento de R$ 40 milhões por ano.

O acordo havia sido firmado para o período de janeiro de 2025 a dezembro de 2026, com previsão total de R$ 80 milhões. Entretanto, a parceria foi encerrada amigavelmente antes do fim do prazo. A Viva Sorte Capitalização, do mesmo grupo, permaneceu como patrocinadora secundária do Tricolor.

Uma substituição bem menor

Após ficar sem patrocinador máster, o Bahia passou cerca de três meses com o espaço principal da camisa sem uma empresa ocupando a posição.

Em abril, o clube anunciou a Esportiva Bet como nova patrocinadora máster por apenas três meses. A marca passou a aparecer no centro da camisa, além de placas, painéis de LED, ações no Centro de Treinamento e ativações com torcedores.

O valor do contrato não foi divulgado, mas a imprensa especializada informou que o novo acordo era significativamente menor que os R$ 40 milhões anuais previstos no contrato anterior com a Viva Sorte Bet.

Agora, o mercado pode desaparecer

O cenário se tornou ainda mais delicado para o Bahia porque, atualmente, o clube não possui uma bet como patrocinadora máster.

Levantamento publicado em setembro aponta o Bahia entre os clubes da Série A sem uma empresa de apostas ocupando o espaço principal da camisa. Ao mesmo tempo, as casas de apostas continuam representando uma parcela importante do dinheiro investido no futebol brasileiro.

Isso significa que o Bahia não deve ser apresentado como um clube que está perdendo agora exatamente R$ 40 milhões por causa da nova medida. Esse contrato já havia sido encerrado em janeiro.

O impacto é diferente: o Tricolor já perdeu uma fonte de receita que poderia representar R$ 40 milhões por temporada e, com o fechamento desse mercado, fica mais difícil buscar novamente uma patrocinadora de apostas para ocupar esse espaço.

Bahia entra em uma nova realidade comercial

O caso mostra como a mudança no mercado de bets pode atingir diretamente o futebol.

O Bahia teve um contrato milionário com uma empresa do setor, perdeu essa parceria, conseguiu posteriormente um acordo temporário e, agora, encontra um mercado de apostas cada vez mais pressionado por mudanças regulatórias.

Para um clube que busca ampliar receitas comerciais e manter investimentos elevados no futebol, a substituição desse tipo de patrocínio passa a ser um desafio.

Enquanto o Vitória ainda possui a Bet7K como patrocinadora máster, com contrato estimado em R$ 20 milhões por ano, o Bahia chega a este novo momento sem uma bet no espaço principal de sua camisa.

A diferença entre os dois clubes é clara: o Vitória enfrenta o risco de perder uma receita atualmente contratada; o Bahia já sofreu a saída de um contrato de R$ 40 milhões por temporada e agora vê o mercado que poderia substituir essa receita ficar ainda mais restrito.

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