Lula provoca revolta entre católicos ao defender fim do celibato em evento no Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu uma nova frente de desgaste com o eleitorado religioso ao criticar dogmas tradicionais da Igreja Católica. Durante um encontro com pastores e lideranças evangélicas no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo afirmou que a instituição enfrentará dificuldades caso não acabe com o celibato clerical e não permita a ordenação de mulheres como bispas e sacerdotisas.
A interferência do presidente na doutrina interna de uma vertente religiosa foi interpretada por críticos como um excesso de retórica em um espaço oficial de governo. Lula relatou que sugeriu as mudanças diretamente ao Papa Francisco, comparando a estrutura católica com a organização das igrejas evangélicas para justificar a perda de fiéis do catolicismo no Brasil.
Estratégia política sob questionamento
A declaração ocorreu em um evento articulado pela primeira-dama Janja da Silva e pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. O objetivo central do encontro era aproximar a gestão federal do eleitorado protestante, segmento no qual o governo enfrenta altos índices de rejeição e forte resistência política.
Analistas e opositores avaliaram o aceno como uma tentativa pragmática de capturar apoio eleitoral em templos. Além disso, a insistência do mandatário em ditar rumos teológicos para o catolicismo acabou gerando ruído e descontentamento entre clérigos e fiéis católicos, neutralizando parte do esforço de diálogo ecumênico da gestão.