Novas alíquotas do Imposto Seletivo entram em vigor em 2027 e atingem bebidas, cigarros e apostas, com possíveis reflexos no bolso dos consumidores.
O chamado “Imposto do Pecado”, previsto na Reforma Tributária, está no centro das discussões sobre a tributação de produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A partir de 2027, a nova sistemática prevê a cobrança do Imposto Seletivo, que poderá atingir setores como bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes e apostas.
Entre os percentuais divulgados para 2027, estão:
- Refrigerantes: 2,6%.
- Cervejas: 4,2%.
- Vinhos: 8%.
- Bebidas destiladas: 24%.
- Cigarros: 66,7%, além de R$ 3,50 por maço.
- Apostas: 0,5%.
A proposta de tributação tem como justificativa desestimular o consumo de produtos associados a riscos à saúde e ampliar a arrecadação pública.
IMPACTO NO BOLSO DO CONSUMIDOR
Na prática, a tributação pode provocar mudanças nos preços finais de determinados produtos, dependendo de como os encargos serão incorporados à cadeia de produção e comercialização.
O setor de bebidas, a indústria do tabaco e as empresas de apostas estão entre os segmentos que poderão sentir os efeitos da nova cobrança.
O QUE É O IMPOSTO DO PECADO?
O Imposto Seletivo foi criado pela Reforma Tributária e tem como objetivo incidir sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Sua implementação começa em 2027, dentro do processo de transição do novo sistema tributário brasileiro.
A discussão envolve não apenas a arrecadação, mas também o impacto da medida sobre consumidores, empresas, empregos e preços.
A pergunta que fica é: até que ponto a nova tributação conseguirá reduzir o consumo desses produtos sem aumentar ainda mais o custo de vida dos brasileiros?