Casal liga para a polícia e acaba executado por PM minutos depois: caso choca o país e levanta debate sobre abuso de poder
Por LÉO DE TOPÓ
Um caso brutal ocorrido no dia 8 de abril, em Cariacica, na Grande Vitória, tem gerado revolta e comoção em todo o Brasil. As vítimas, Daniele Toneto, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31, foram mortas a tiros por um policial militar poucos minutos após acionarem o serviço de emergência 190 em busca de ajuda.
De acordo com as investigações, Francisca realizou a ligação às 9h46, relatando uma situação de conflito. Apenas 16 minutos depois, às 10h02, uma viatura chegou ao local. Um minuto depois, às 10h03, o cabo da Polícia Militar, identificado como Xavier, apareceu acompanhado de outros agentes, já armado. Testemunhas afirmam que houve uma discussão antes dos disparos que tiraram a vida das duas mulheres.
A apuração aponta que a ocorrência pode ter sido motivada por um conflito pessoal. A ex-companheira do policial teria ligado para ele pouco antes do crime, relatando uma discussão com o casal e envolvendo também o filho dos dois. Mesmo fora de sua função naquele momento, o militar deixou o posto onde estava e foi até o local, onde cometeu o duplo homicídio. O policial foi preso após o crime, e o caso segue sob investigação.
Conflitos anteriores e possível motivação
Segundo familiares, já existiam desentendimentos anteriores entre o casal e a ex-mulher do policial. Um dos motivos seria uma disputa envolvendo despesas compartilhadas, como a divisão da conta de energia entre os imóveis. O casal, inclusive, cogitava levar a situação à Justiça.
Indignação e cobrança por Justiça
O caso levanta questionamentos graves sobre conduta policial, uso indevido da autoridade e a falha no atendimento de uma ocorrência em que as vítimas buscavam proteção do Estado.
Organizações sociais e movimentos de direitos humanos cobram uma investigação rigorosa e punição exemplar. A expectativa é que o caso não fique impune e sirva como alerta para evitar novas tragédias.
A morte de Daniele e Francisca não apenas interrompeu duas vidas cheias de sonhos, mas também escancarou a necessidade urgente de discutir responsabilidade, preparo e limites no exercício da função policial no Brasil.
