Banco Master

Daniel Vorcaro foi preso por suspeita de fraudes bilionárias no Banco Master.

 Por LÉO DE TOPÓ

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Vorcaro, a operação também tem como alvo o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro.

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Mandados e bloqueio de bens

De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

A decisão judicial também determinou o afastamento de dois servidores do Banco Central do Brasil: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização, e Bellini Santana. Ambos já estavam afastados das funções por decisão da presidência do órgão.

Também foi autorizado o sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar recursos que possam ter relação com as irregularidades apuradas.

Investigação

A terceira fase da Operação Compliance Zero investiga a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

Segundo as apurações, o foco da investigação é um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.

Daniel Vorcaro foi preso em sua residência, em São Paulo, e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

CPI do Crime Organizado

A prisão ocorreu no mesmo dia em que Vorcaro prestaria depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado. Com a decisão do ministro André Mendonça, sua presença no colegiado tornou-se facultativa, com base na garantia constitucional de que investigados não são obrigados a produzir provas contra si mesmos.

Esta não é a primeira vez que o empresário é preso. Em novembro do ano passado, ele foi detido ao tentar embarcar para o exterior, permaneceu preso por 10 dias e depois foi liberado com o uso de tornozeleira eletrônica.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, com acompanhamento do STF e apoio do Banco Central.

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