Maranhense

Maranhense é condenada a mais de 4 anos após falas envolvendo Vinícius Júnior. “Eu não namoro com preto nem para ganhar dinheiro”

Justiça reconhece crime coletivo e impõe pena em regime fechado e multa de R$ 15 mil

Uma mulher do Maranhão foi condenada a 4 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pelo crime de racismo após publicar uma série de mensagens ofensivas nas redes sociais, incluindo declarações com teor discriminatório e menções ao jogador Vinícius Júnior.

A condenada, identificada como Maria Gabriele Mesquita da Silva, utilizou seu perfil para divulgar frases consideradas racistas, como: “eu não namoro com preto nem para ganhar dinheiro”, além de outras declarações ofensivas contra pessoas negras.

Racismo nas redes e referência ao jogador

Segundo a decisão judicial, as publicações ocorreram em outubro de 2025 e ganharam repercussão após envolverem comentários relacionados ao jogador do Real Madrid. Em uma das falas, a mulher chegou a citar o atleta ao questionar sua cor de forma pejorativa.

Apesar da menção a Vinícius Júnior, a Justiça destacou que o crime não se limitou a uma pessoa, mas atingiu toda a coletividade negra, caracterizando racismo — e não apenas injúria individual.

Pena agravada e indenização

Além da pena de prisão, a Justiça determinou:

  • Pagamento de R$ 15 mil por danos morais coletivos
  • Aplicação de multa (dias-multa)
  • Possível suspensão de direitos políticos após condenação definitiva

O juiz responsável pelo caso destacou que o uso das redes sociais ampliou o alcance das ofensas, agravando a situação.

Caso reforça combate ao racismo no Brasil

O episódio se soma a uma série de casos envolvendo racismo no esporte e fora dele, muitos deles ligados a Vinícius Júnior, que tem sido uma das principais vozes contra o preconceito no futebol mundial.

A decisão da Justiça do Maranhão reforça que discursos racistas, mesmo em redes sociais, são crimes graves e podem resultar em prisão.

Liberdade de expressão tem limite

Durante o processo, a defesa alegou que as falas teriam sido “mal interpretadas”, mas o argumento foi rejeitado. Para a Justiça, houve intenção clara de discriminar, ultrapassando os limites da liberdade de expressão.

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