País contabilizou 1.568 mulheres assassinadas por razões de gênero em 2025, maior número desde a criação da série histórica, em 2015; total representa aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.
O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde que o crime passou a ser tipificado na legislação brasileira, em março de 2015. O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública contabilizou 1.568 mulheres assassinadas por razões de gênero, um aumento de 4,7% em comparação com 2024, quando foram registrados 1.492 casos. O recorde ocorreu durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Os números representam uma média de aproximadamente quatro mulheres mortas por dia no país. O resultado amplia a pressão sobre as autoridades responsáveis pelas políticas de segurança pública e de enfrentamento à violência contra a mulher.
NÚMEROS CRESCEM DURANTE O ATUAL GOVERNO
A série histórica mostra uma elevação contínua nos registros durante os primeiros anos do atual mandato presidencial. Em 2023, primeiro ano do terceiro governo Lula, foram contabilizados 1.475 feminicídios. Em 2024, o número subiu para 1.492, chegando a 1.568 em 2025.
A sequência evidencia que o país não conseguiu reverter a tendência de crescimento desse tipo de crime no período.
GOVERNO É COBRADO POR RESULTADOS
O recorde coloca em discussão a efetividade das políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres. Cabe ao governo federal coordenar ações nacionais, financiar programas e articular medidas com estados e municípios, enquanto as forças de segurança e os serviços de atendimento locais também desempenham papel fundamental.
Embora os dados não permitam atribuir exclusivamente ao presidente a responsabilidade por cada caso ou pelo aumento registrado, o resultado durante sua gestão abre espaço para questionamentos sobre os resultados concretos das políticas de enfrentamento à violência de gênero.
A existência de leis e campanhas de conscientização, por si só, não elimina a violência. A efetividade das medidas depende também da prevenção, da investigação, do cumprimento das medidas protetivas e do acesso das vítimas a uma rede de proteção.
DESAFIO CONTINUA
O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que o feminicídio continua sendo um grave problema nacional. O desafio das autoridades é transformar as políticas anunciadas em proteção efetiva, reduzir os índices de violência e impedir que mulheres continuem sendo assassinadas em razão de seu gênero.
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, levantamento Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgado em março de 2026.