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Investigação sobre supostos benefícios ligados ao Banco Master leva Planalto e PT a defenderem uma resposta política para reduzir impactos sobre o governo Lula.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, passou a enfrentar forte pressão política após ser citado na 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18). A investigação apura supostas fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e possíveis benefícios indevidos concedidos a agentes públicos.

Nos bastidores do Palácio do Planalto e do Partido dos Trabalhadores, cresce a expectativa de que Wagner deixe o cargo de líder do governo no Senado como forma de reduzir os impactos políticos do caso sobre o governo federal e a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com interlocutores do governo, a orientação é que as investigações avancem sem interferências e que o senador apresente sua defesa no âmbito da apuração policial. A avaliação interna é de que o Planalto deve manter distância do episódio, evitando que o caso respingue diretamente na imagem do presidente.

“Conhecendo Wagner, ele deverá tomar a iniciativa de entregar a liderança”, afirmou uma fonte próxima ao governo.

A operação da Polícia Federal investiga se o senador teria atuado em favor de interesses do grupo financeiro ligado ao Banco Master. Entre os pontos apurados estão propostas legislativas que poderiam beneficiar empresas do setor de crédito consignado.

Em contrapartida, os investigadores apuram a suspeita de que Wagner tenha recebido vantagens indevidas. Entre elas estariam repasses financeiros que, segundo a PF, somariam cerca de R$ 3,5 milhões por meio de empresas ligadas a familiares, além da suposta aquisição de um apartamento de alto padrão em Salvador e o uso frequente de aeronaves particulares.

Também estão sob análise despesas com ingressos para eventos internacionais que teriam sido custeadas por empresas relacionadas aos investigados. Apesar das acusações, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, divulgou nota manifestando apoio ao senador.

O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Defendemos a apuração rigorosa dos fatos e temos convicção de que ele esclarecerá todas as as acusações e comprovará sua inocência, afirmou. Até o momento, Jaques Wagner não anunciou qualquer decisão sobre sua permanência na liderança do governo no Senado.

Fonte: G1

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