Justiça

Ação da justiça contra Globo, CNN Brasil, Record, SBT, Metrópoles e outros veículos aponta linchamento virtual e pede retratação e exclusão de reportagens sobre suposta traição.

 Por LÉO DE TOPÓ

A Defensoria Pública do Estado de Goiás ingressou com uma ação na Justiça solicitando que grandes veículos de comunicação indenizem em R$ 1 milhão, por danos morais coletivos, a mãe que perdeu os dois filhos assassinados pelo ex-marido em Itumbiara.

O pedido envolve empresas como Globo, CNN Brasil, Record TV, SBT e Metrópoles, além de outros veículos regionais e nacionais.

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O que motivou a ação

Segundo informações divulgadas pela coluna F5, do jornal Folha de S.Paulo, a Defensoria afirma que a tragédia foi amplamente repercutida nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que a mãe aparece beijando um homem.

O vídeo teria sido gravado a mando do ex-marido, que contratou um detetive para segui-la. A ação judicial aponta que ficou comprovado que ela estava solteira na época do crime.

De acordo com a Defensoria, a exibição das imagens e a abordagem de parte da imprensa teriam provocado um “linchamento virtual”, com ataques e ofensas à mãe. A situação teria sido tão grave que, durante o enterro dos filhos, ela precisou de escolta policial após ser hostilizada.

O que pede a Justiça

Na ação, a Defensoria solicita:

  • Pagamento de R$ 1 milhão em indenização por danos morais coletivos;

  • Exclusão das reportagens que associavam o crime a uma suposta traição;

  • Remoção de postagens ofensivas;

  • Publicação de nota de retratação.

Posicionamento da Globo

Em nota, a Globo informou que não foi notificada oficialmente sobre o processo e declarou que o vídeo citado na ação não foi exibido em suas plataformas e canais.

Veículos citados na ação

Além dos grandes grupos nacionais, também foram incluídos no processo:

  • Diário da Manhã

  • G1

  • Mais Goiás

  • Rádio e Televisão Record S.A.

  • Record TV Goiás

  • Televisão Anhanguera S/A

  • TV Serra Dourada

  • Jornal Opção

O caso reacende o debate sobre os limites da cobertura jornalística em situações de tragédia familiar, especialmente quando envolve exposição de vítimas e repercussão nas redes sociais.

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