Delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, relata que a lesão no cão comunitário evoluiu ao longo dos dias
A Polícia Civil confirmou que o vídeo divulgado pela defesa do adolescente indiciado pela agressão ao cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, se trata do animal horas após os maus-tratos. Segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, a lesão evolui ao longo dos dias.
“Em nenhum momento a Polícia Civil confirmou a versão que foi criada de que esse animal teria sido agredido até a morte. Conforme o depoimento do profissional que atendeu ele, essa lesão evoluiu ao longo dos dias”, declarou a delegada ao Cidade Alerta SC, da NDTV RECORD.
A investigação aponta que o cão Orelha foi agredido com um golpe na cabeça na madrugada de 4 de janeiro, entre às 5h25 e 5h58. Ele foi resgatado no dia seguinte, por volta das 14h, embaixo de um carro, e já apresentava piora na lesão. Ele morreu durante o atendimento veterinário.
A gravação da câmera de segurança mostra dois cachorros circulando pelas ruas da Praia Brava após às 7h do dia 4. De acordo com as autoridades, Orelha seria o cachorro que sai de trás dos arbustos, sobe na calçada e caminha até desaparecer atrás do poste de energia elétrica.
Segundo a defesa do adolescente, representada pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, o vídeo derrubaria “as supostas provas de acusação do adolescente”, visto que mostraria o animal vivo e saudável horas após o ocorrido.
A investigação analisou 14 câmeras de segurança da Praia Brava para chegar ao adolescente indiciado pelas agressões ao cão Orelha. Ao todo, mais de 1 mil horas de filmagens foram observadas. O inquérito foi concluído na terça-feira (3).
Conforme o repórter Felipe Kreusch, da NDTV RECORD, a Polícia Civil segue investigando o caso, mesmo após entregar o inquérito ao Ministério Público de Santa Catarina.
