Homens também são vítimas: Entenda seus direitos, saiba como agir e descubra que a lei protege homens contra agressões e ameaças, dentro e fora de casa.
Por LÉO DE TOPÓ
Muitas pessoas acreditam que apenas mulheres sofrem violência doméstica ou são alvo de ameaças, mas a realidade é diferente. Homens também podem ser vítimas de agressões físicas, ameaças e intimidações, seja dentro de casa, no relacionamento com esposas, companheiras ou namoradas, ou fora dele. A boa notícia é que a lei brasileira garante proteção a todos, independentemente do gênero da vítima ou do agressor.
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Ameaça e agressão são crimes
O Código Penal protege todas as pessoas de qualquer forma de violência. Entre os artigos mais importantes estão:
- Ameaça (art. 147 do CP): ameaçar causar mal injusto e grave é crime. A pena prevista é de detenção de 1 a 6 meses ou multa.
- Lesão corporal (art. 129 do CP): ferir a integridade física de alguém é considerado crime, e a pena varia de acordo com a gravidade da lesão.
Essas leis se aplicam a qualquer pessoa, sem distinção de gênero. Ou seja, homens também podem denunciar mulheres que os agridem ou ameaçam, e os casos são levados a sério pela Justiça.
Violência doméstica também atinge homens
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é frequentemente associada à proteção feminina, mas ela também se aplica quando o homem é vítima de violência doméstica. O homem que sofre agressão em seu lar ou relacionamento pode solicitar medidas protetivas que incluem:
- Afastamento da agressora do lar
- Proibição de contato ou aproximação
- Garantia de segurança judicial imediata
Segundo especialistas em direito, muitos homens não procuram ajuda por vergonha ou preconceito, mas a lei garante que eles possam ser protegidos da mesma forma que mulheres.
Direitos garantidos pela Constituição
Além do Código Penal, a Constituição Federal assegura direitos fundamentais que protegem os homens:
- Direito à integridade física e moral
- Direito de acesso à Justiça para impedir agressões
- Direito de denunciar e se proteger, sem sofrer preconceito ou estigma
O reconhecimento de que homens também podem ser vítimas de violência é essencial para que possam agir legalmente e garantir sua proteção.
Como se proteger na prática
Homens que enfrentam ameaças ou agressões podem tomar algumas medidas práticas para garantir segurança e proteção legal:
- Registrar boletim de ocorrência na delegacia ou, quando disponível, online.
- Guardar provas de ameaças ou agressões, como mensagens de texto, áudios, fotos de lesões ou testemunhas.
- Solicitar medidas protetivas, incluindo afastamento e restrição de contato da agressora.
- Buscar apoio jurídico, seja com advogado particular ou defensor público, para orientação sobre procedimentos e medidas de proteção.
Especialistas recomendam agir rapidamente. Quanto mais cedo a vítima registrar a ocorrência e buscar proteção, maior a eficácia da ação legal e a prevenção de novos incidentes.
Exemplos reais
Casos recentes mostram que homens têm recorrido à lei com sucesso. Homens agredidos por esposas ou companheiras registraram boletins de ocorrência e conseguiram medidas de afastamento, demonstrando que não existe privilégio de gênero na aplicação da lei.
Além disso, muitas delegacias e serviços de apoio psicológico têm oferecido orientação específica para homens vítimas de violência, reforçando a ideia de que a lei está ao lado de todos que sofrem agressão.
Conclusão
A violência doméstica e as ameaças não escolhem gênero. Homens que se encontram em situações de risco não devem se calar nem se sentir envergonhados. Denunciar, buscar proteção judicial e manter provas são atitudes essenciais para garantir segurança e interromper ciclos de violência.
A mensagem é clara: homens também têm direitos, e a lei está do lado de quem sofre agressão, independentemente de quem seja o agressor.
