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Decreto assinado nesta quinta-feira (17) eleva o benefício mínimo em R$ 91. Novo valor terá efeitos financeiros a partir de outubro

O governo Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17) o reajuste do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, uma alta nominal de R$ 91, equivalente a 15,04%.

A decisão foi anunciada 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro.

O novo valor terá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro. Segundo o calendário divulgado, os pagamentos com os valores atualizados começam em 19 de outubro.

Do Auxílio Brasil de R$ 600 ao novo Bolsa Família de R$ 691

O piso de R$ 600 foi estabelecido em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, quando o então Auxílio Brasil passou a garantir esse valor mínimo às famílias beneficiárias.

Com a retomada do Bolsa Família em 2023, o governo Lula manteve o piso de R$ 600. Esse valor permaneceu como referência até o reajuste anunciado agora.

O decreto publicado nesta quinta-feira determina a correção dos benefícios pela variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.

R$ 91 a mais no benefício mínimo

Com a mudança, uma família que recebia o piso de R$ 600 passará a ter direito a R$ 691, um acréscimo de R$ 91.

O benefício médio também deverá subir, segundo o governo, de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. Outros componentes do programa também foram reajustados: o Benefício de Renda de Cidadania passa para R$ 164 por integrante, o Benefício Primeira Infância para R$ 173 e o Benefício Variável Familiar para R$ 58.

A proximidade do reajuste com o calendário eleitoral já provocou questionamentos de setores da oposição. O governo, por sua vez, afirma que a correção apenas recompõe a inflação acumulada desde 2023 e está prevista na legislação do programa.

O fato objetivo é que o decreto foi publicado em 17 de setembro, exatamente 17 dias antes do primeiro turno, e o novo piso de R$ 691 produzirá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.

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