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Candidata a deputada federal afirma que enfrentamento à violência contra a mulher precisa estar entre as prioridades das políticas públicas

A candidata a deputada federal Cibele de Teobaldo voltou a defender o fortalecimento das políticas de proteção às mulheres e cobrou prioridade no enfrentamento ao feminicídio no Brasil.

Para Cibele, o combate à violência contra a mulher precisa ir além da punição dos agressores, com investimentos em prevenção, acolhimento, proteção e fortalecimento da rede de atendimento às vítimas.

A discussão ganha ainda mais relevância diante dos números da violência de gênero no país. Dados divulgados pela TV Brasil apontam que 399 mulheres foram assassinadas por razões relacionadas ao gênero apenas nos três primeiros meses de 2026 — uma média de aproximadamente quatro vítimas por dia.

Proteção precisa começar antes da tragédia

Na avaliação de Cibele de Teobaldo, a atuação do poder público deve ser capaz de identificar situações de risco e oferecer mecanismos de proteção antes que a violência chegue ao extremo.

A defesa de medidas preventivas também acompanha mudanças recentes no cenário jurídico brasileiro. Em agosto, o Supremo Tribunal Federal decidiu que as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha podem ser aplicadas a mulheres vítimas de violência de gênero mesmo quando a agressão ocorre fora dos ambientes doméstico, familiar ou afetivo, alcançando também contextos profissionais, comunitários, institucionais e políticos.

A ampliação da proteção reforça a necessidade de uma atuação integrada entre governos, forças de segurança, Justiça, assistência social e demais órgãos responsáveis pelo atendimento às mulheres.

Mais recursos e políticas públicas

O debate sobre o financiamento das políticas de proteção também está no centro da agenda nacional. A Câmara dos Deputados aprovou, em julho, a criação do Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres, com o objetivo de fortalecer ações de prevenção, atendimento e proteção em todo o país.

Na Bahia, o enfrentamento ao feminicídio também permanece como uma questão de grande preocupação. Dados divulgados pelo Tribunal de Justiça da Bahia registraram 85 casos de feminicídio no estado entre janeiro e outubro de 2025.

É nesse cenário que Cibele de Teobaldo coloca a proteção das mulheres entre as pautas que pretende defender no debate político. A proposta é ampliar a atenção do poder público para ações que possam salvar vidas, fortalecer a rede de proteção e garantir atendimento às mulheres em situação de violência.

Para a candidata, combater o feminicídio significa agir antes que a violência se transforme em uma tragédia irreversível.

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