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Troca de mensagens em grupos de WhatsApp expõe desmotivação da militância, racha com o grupo de Moema Gramacho e receio de contaminação nas campanhas estadual e nacional.

​A crise política e de articulação do Partido dos Trabalhadores (PT) em Lauro de Freitas ganhou contornos dramáticos após o vazamento de conversas internas de militantes e aliados no grupo de WhatsApp intitulado “Olhar Cidadão”. Os diálogos revelam um cenário de forte desânimo, abandono de aliados históricos e incapacidade de mobilização de rua.

​O estopim das discussões ocorreu após o envio de registros em vídeo de atos públicos promovidos pela legenda na cidade. Em tom de desabafo e ironia, os próprios integrantes do grupo constataram o esvaziamento das agendas de rua. “Campanha com 10 pessoas”, escreveu um dos participantes, sendo rebatido de imediato por outro militante com uma crítica severa: “Largada horrível do PT (…) Povo não cansa de passar vexame”.

Desgaste pós-Moema e racha interno

​As mensagens expõem de forma transparente o impacto direto da saída de Moema Gramacho do comando direto do município e a incapacidade do partido em reter sua base aliada. A avaliação contida nos prints sugere que a perda do controle do executivo gerou uma debandada em cadeia.

“O PT municipal morreu. Depois da saída de Moema muitos abandonam a sigla”, afirmou um usuário. A crítica estendeu-se diretamente à liderança do partido no município: “Um presidente municipal que não tem força de mobilização pra encher uma kombi”.

​Além do esvaziamento numérico, o tom de desilusão pessoal e traição transparece na mensagem transmitida por aliadas da ex-prefeita. “É triste ver tantas decepções depois de tudo que a senhora fez e de toda a caminhada construída ao lado de pessoas que sempre chamou de companheiras de luta. (…) As máscaras estão caindo por si só”, desabafou outra.

Respingo na imagem de Jerônimo e Lula

​O desgaste local deixou de ser apenas uma preocupação municipal para se tornar um alerta na estratégia majoritária do partido na Bahia. Aliados alertam que a desorganização em Lauro de Freitas ameaça desidratar o palanque das maiores lideranças petistas na região metropolitana.

“Esse tipo de política não constrói. Estão acabando a campanha de Jerônimo e do presidente Lula aqui”, ponderou outro participante, sinalizando o risco de contaminação da imagem do governador e do presidente diante da inoperância do diretório municipal.

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